Mocuba [RTZ] – Só três bombas estão a fornecer combustível a nível da cidade de Mocuba, de um universo de doze existentes neste que é o segundo maior centro urbano da província da Zambézia.
Trata-se de uma situação que está a pressionar as gasolineiras considerando a procura do produto que é maior nesta cidade, considerando a sua localização geográfica.
Em declaração à jornalistas esta segunda-feira, a representante das empresas fornecedoras de combustíveis na cidade de Mocuba, Senhora Vitória, referiu que o abastecimento entre as referidas bombas é feito de forma escalonada, observando sempre o princípio de proporcionalidade, para assegurar que os meios sejam abastecidos e garanta-se a continuidade da dinâmica económica.
Questionada sobre os revendedores de combustíveis proliferados nas ruas da cidade, a fonte começou por lamentar o cenário apontando que tal prática tem graves implicações ambientais, riscos de incêndios, comprometimento do estado mecânico dos veículos, considerando a má conservação do produto, sem mencionar a questão da aplicação de preços exorbitantes. “Realmente é uma situação chata, para nos que temos postos de abastecimento estarmos a ver estes revendedores a vender mesmo em frente à nossas bombas, não nos dignifica isso, mas em fim e um modo de sobrevivência das pessoas”. Há risco? “Sim há, há risco, primeiro é que os combustíveis que estão a vender pode estar adulterado, amanhã são caros que vão gripar, são motas que vão parara porque não sabem a natureza daquele combustível, depois a especulação de preços e também outra coisa perigosa são os possíveis incêndios, e veja que estamos num calor horrível, combustível vendido em garrafinhas em frente as bombas, nunca se sabe” disse a fonte.
A pesar da escassez, aquela responsável, garantiu que “eu acredito que não será uma situação assim tão drástica, dizer que vamos ficar no zero não, não é possível, haverá sempre uma solução”.
O porta-voz do governo no distrito de Mocuba, Fernando Alilo, que é também, Director do Serviço Distrital de Planeamento e Infraestrutura, fez saber que o governo está de tudo a fazer para assegurar a disponibilização dos combustíveis. Reconhece haver limitações no fornecimento, mas o mais importante segundo disse, é garantir-se a prestação dos serviços.
O governo do distrito de Mocuba, deplora a venda de combustíveis no que considera “recipientes de risco” pois coloca em risco constante a integridade das pessoas e bens, aconselhando a que os cidadãos recorram às bombas para abastecer seus veículos, como forma de desencorajar estas práticas.
Tal como noutros pontos do país, nas bombas são vistas filas enormes, chegando a levar-se mais de duas horas para abastecer, uma situação que está a colocar em causa a eficiência dos cidadãos nas tarefas que deve executar.
A pesar da escalada do conflito no Médio Oriente, considerado para já, um dos motivos da escassez de combustível que se verifica em quase todo mundo, espera-se por dias melhores sob pena de tal situação ditar desaceleração da economia e deteriorar o tecido socio económico de muitas nações.
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